em CM, PLM

Um novo movimento que se destaca por estar reinventando a moda que conhecemos.

Vivemos um momento decisivo ao que se refere à preservação do meio ambiente, o cenário é alarmante e declara urgência em concretizar mudanças severas na forma de produzir e consumir no mundo.

A indústria da moda, segundo o G1, é a segunda mais poluente no mercado, atrás apenas da indústria do petróleo, segundo dados da Ellen MacArthur Foundation, a industria da moda perde anualmente com descarte de de roupas que vão direto para o aterro sanitário cerca de USD 500 bilhões.

É na contra corrente do fast fashion que surge o conceito de Slow Fashion, com o objetivo de amenizar esse quadro e estimular o consumo consciente.

Para entender o Slow Fashion se faz necessário perceber como chegamos até esse ponto.

O Fast Fashion

 

O Fast Fashion ou moda rápida é um termo criado nos anos 90 para se referir aos padrões de produção e consumos  no qual os produtos são fabricados, consumidos e descartados de maneira acelerada.
O Fast fashion surgiu com a demanda expandida dos países em desenvolvimento nos anos 90 e reduziu o ciclo da moda de 4 meses da produção ao lançamento para inacreditáveis 3 semanas.

Com coleções lançadas semanalmente, o fast fashion cresce todos os anos devido ao seu preço baixo, que tem como justificativa o uso de materiais não duráveis e a mão de obra barata, terceirizadas em países em desenvolvimento.

O padrão que facilitou o acesso à moda à população de baixa renda, acabou gerando danos graves ao planeta, visto que com o acesso facilitado, o preço acessível e a renovação acelerada das tendências, o descarte das peças se elevou consideravelmente atingindo os números citados anteriormente.

Mas e agora o que fazer para amenizar os danos?

O Slow Fashion

É partindo desses dados que surge o Slow Fashion, o termo foi cunhado na primeira década dos anos 2000 por Angela Murrills, uma escritora de moda da revista de notícias on-line Georgia Straight.

O conceito inicial estava atrelado ao movimento de Slow Food, que promovia um consumo consciente voltado para a alimentação.

O Slow Fashion surge como uma alternativa socioambiental mais sustentável no meio da moda, com bases na transparência em seus processos de produção, preocupação com o meio ambiente e impacto social, propõe uma moda atemporal, de qualidade, com mão de obra local e feita pra durar.

O movimento é visivelmente crescente e ganha novos adeptos e cada dia, seus principais objetivos são: Tornar o consumo consciente uma regra e fazer da moda uma indústria com impacto ambiental minimizado frente ao aquecimento global.

Dentro do Slow Fashion é possível encontrar diferentes iniciativas como: peças produzidas somente sob encomenda, serviços de aluguel de peças, brechós, upcycling, uso de materiais reciclados entre outros. É importante ressaltar que dentro dessas iniciativas exitem marcas que adotam  o conceito completo do movimento e outras que seguem um padrão de produção tradicional ou até mesmo de fast fashion e que por vezes realizam campanhas ou coleções baseadas no mesmo.

Segundo  Beatriz Freitas Ribeiro, sócia-proprietária da Local Colab e estilista na Rina Lab, iniciativas que adotam conceitos do movimento Slow fasion: “O maior desafio é mostrar o valor de uma peça do slow fashion. Que tudo é feito com muito carinho envolvido, desde a escolha do material, até embalar o produto para o cliente. Cada peça é única e contém uma emoção de quem criou, e de quem fez. É desafiador também trabalhar com fornecedores, que na grande maioria, trabalha mais com larga escala.”

Para minimizar as adversidades do segmento as apostas estão em conscientizar consumidores a respeito  da importância da reinvenção da moda, e do real valor que tem uma peca e roupa com profissionais valorizados em seu processo de confecção e contar com a projeção de um novo futuro por parte dos fornecedores possibilitando a aquisição de materiais em escalas menores para uma moda mais consciente.

O Coleção.Moda está presente em empresas que criam nos moldes do slow fashion, auxiliando nos processos de criação, organização e gestão de suas coleções.

 

Thiele Biff CEO do Coleção.Moda em encontro com as estilistas de marcas de Slow Fashion de Florianópolis que participam da Local Colab.

 

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