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Febratex 2026: guia para quem desenvolve coleção

17 de agosto de 2026

A Febratex 2026 abre as portas nesta terça-feira, 18 de agosto, em Blumenau, e vai até sexta, dia 21. São quatro dias, dez pavilhões e cerca de 3,3 mil marcas. Dá para andar muito e voltar para casa sem nada além de uma sacola de catálogos.

Este guia é para quem desenvolve coleção e quer sair da feira com decisão tomada, não com folheto acumulado.

O básico, para não errar a logística

  • Quando: de 18 a 21 de agosto de 2026, das 14h às 21h.
  • Onde: Parque Vila Germânica, em Blumenau, Santa Catarina.
  • Ingresso: as inscrições gratuitas foram encerradas em 15 de agosto. Agora a entrada é comprada na bilheteria do evento.
  • Tamanho: 19ª edição, dez pavilhões, cerca de 40 mil metros quadrados e aproximadamente 670 estandes, com marcas de cerca de 65 países. A organização espera perto de 80 mil visitantes.

O horário concentrado no fim do dia, das 14h às 21h, muda o planejamento em relação a feiras que abrem de manhã: sete horas por dia, e a última hora costuma ser a mais tranquila para conversar com quem está no estande.

Três temas que valem sua atenção este ano

A programação desta edição gira em torno de eco-design e produtos mais duráveis, transformação digital aplicada à produtividade industrial, e o avanço dos têxteis técnicos. Traduzindo para o dia a dia de quem faz coleção:

1. Inteligência artificial que entra no processo, não ao lado dele

Praticamente todo fornecedor de tecnologia vai falar de IA em 2026. A pergunta útil no estande é outra: essa IA devolve o resultado dentro do seu processo, ou gera uma imagem bonita que alguém depois precisa baixar, renomear e anexar na ficha técnica na mão?

É uma diferença de tempo real de trabalho. Uma imagem que nasce vinculada à referência da peça não precisa ser reconciliada depois. Uma imagem solta, precisa.

2. Rastreabilidade deixou de ser conversa de exportador

Eco-design e economia circular estão na pauta da feira, e por trás disso existe um prazo concreto: a União Europeia prepara o passaporte digital de produto para o setor têxtil, com regulamentação prevista para 2027. Vale para qualquer marca que coloque produto no mercado europeu, inclusive marca brasileira.

O ponto que quase ninguém comenta é que o passaporte não começa numa etiqueta com QR code. Começa no dado: composição, fornecedor, origem do material, versão da ficha. Quem já tem essa informação estruturada num lugar só vai ter trabalho de exportar. Quem tem a informação espalhada em planilhas e conversas de WhatsApp vai ter trabalho de reconstruir.

Se você exporta, ou pretende exportar, esta é a pergunta a levar para os estandes de tecnologia: de onde sai o dado que vai alimentar o passaporte?

3. Máquina nova não resolve processo antigo

A feira é forte em máquina, e é justamente por isso que vale a lembrança: um equipamento mais rápido no corte não conserta uma coleção que atrasa porque a ficha técnica chegou errada na facção. O gargalo, na maioria das confecções, está antes da produção, no desenvolvimento.

Uma forma de testar isso antes de investir: pergunte à sua equipe quantas vezes uma peça foi repilotada no último mostruário por informação errada ou desatualizada. Se o número for alto, o problema não é de máquina.

O que levar na mochila (e o que trazer de volta)

Antes de sair de casa, anote três problemas concretos da sua última coleção. Não "melhorar o processo", mas coisas como: a grade saiu errada em duas referências, o pré-custo ficou pronto depois da definição do preço, a aprovação do piloto ficou perdida num grupo de mensagens.

Com os três problemas na mão, cada conversa de estande vira um teste: isso resolve o meu caso? Peça para ver na tela, com dado parecido com o seu. Demonstração genérica todo mundo tem.

E na volta, o critério é simples. Se você não consegue explicar para a sua equipe o que aquela ferramenta muda na próxima segunda-feira, ainda não é hora de comprar.

Onde nos encontrar: stand 161

O Coleção.Moda está no stand 161, setor 2, rua 08, com a plataforma e a Donna, nossa copilota de IA para moda. O convite é para tomar um café e conversar sobre PLM, IA e desenvolvimento de coleção.

Leve os três problemas que você anotou. A gente prefere abrir a tela e olhar o seu caso a passar um roteiro de venda.

Se quiser atenção sem disputa de horário, fale com a gente antes e combinamos um período. O fim do dia, mais perto das 21h, costuma ser o momento mais tranquilo no estande.

E se você não vai conseguir ir a Blumenau, pode agendar uma demonstração: mostramos a plataforma com os dados da sua operação, sem a pressa de um corredor de feira.

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